Saiba porque utilizar o pré-tratamento nanocerâmico
Indústria

Saiba porque utilizar o pré-tratamento nanocerâmico

O pré-tratamento é uma etapa indispensável para assegurar a qualidade da pintura e do acabamento do produto final na indústria. Melhor adesão, melhoria da resistência à corrosão e à formação de bolhas, bem como a redução da interação entre as diversas partes do revestimento tornam o pré-tratamento essencial.

A técnica mais utilizada no Brasil atualmente é a fosfatização que, apesar de ter bons resultados para a proteção do material, libera subprodutos nocivos à saúde e ao ambiente.  Em razão disso, novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas e aplicadas.

Uma delas é o pré-tratamento nanocerâmico, técnica que não contém metais pesados em sua formulação e é capaz de produzir excelentes resultados. Veja no post a seguir por que essa técnica vem sendo cada vez mais utilizada.


Saiba porque utilizar o pré-tratamento nanocerâmico

O que é o pré-tratamento nanocerâmico?

Pré-tratamento nanocerâmico é uma nova geração de processos com aplicação de camadas protetivas que utiliza como base o zircônio e produtos químicos adicionais. Ao serem aplicados a substratos metálicos, esses produtos (ácido hexafluorzircônio) formam um óxido amorfo de zircônio com cerca de 20 a 80 nanômetros de espessura.

A composição química das películas formadas pelo pré-tratamento nanocerâmico é significativamente diferente das coberturas oferecidas pelo fosfato de ferro e fosfato de zinco produzidos na fosfatização.

A aplicação do pré-tratamento nanocerâmico é feita em cinco etapas: duas fases de reação química e três de lavagem. A última consiste na remoção do produto que não reagiu.

Estudos demonstram que o pré-tratamento nanocerâmico tem resultados semelhantes aos outros métodos, no que tange eficiência e eficácia na manutenção da qualidade da tinta e na melhoria das propriedades de resistência à corrosão.

Qual a diferença entre o pré-tratamento nanocerâmico e outros métodos?

Essencialmente, a corrosão é um material de natureza alcalina. Portanto, quanto maior a resistência à alcalinidade o pré-tratamento é capaz de produzir, melhor o desempenho contra a corrosão. Por isso, o utilizam-se ácidos de hexafluorzircônio para realizar a reação de conversão da oxidação em redução.

A técnica mais utilizada, a fosfatização, apesar de eficiente, gera subprodutos nocivos (lodos com fosfato). Ainda que o efluente possa ser usado para a lavagem de equipamentos industriais, a água produzida nesse processo não pode ser reutilizada em nova fosfatização.

Além disso, o despejo desse efluente em corpos d’água causa a eutrofização, que é a proliferação descontrolada de algas e cianobactérias. A biomassa criada pela eutrofização pode vir a causar entupimentos nos filtros de águas de abastecimento urbano, além de comprometer a cor, odor e a qualidade da água potável.

Outro método comum de proteção de superfícies é a cromatização. Apesar de apresentar boa aderência às tintas, formar uma boa aparência e ajudar a evitar a corrosão de peças metálicas, a cromatização produz subprodutos altamente cancerígenos.

Assim, a principal diferença é que o tratamento nanocerâmico não produz subprodutos nocivos à saúde humana ou ao ambiente, apresentando resultados muito semelhantes em termos de melhoria das resistência à corrosão.


Saiba porque utilizar o pré-tratamento nanocerâmico

Quais as vantagens do pré-tratamento nanocerâmico?

Diferentemente do tratamento por fosfatização, o recobrimento nanocerâmico não requer a etapa de passivação. Portanto, o processo de aplicação das camadas nanocerâmicas é mais curto, mais simples e opera a temperaturas menores do que o de fosfatização.

Os tratamentos nanocerâmicos, também, têm bom desempenho em todos os substratos de aço, zinco e alumínio, além de reduzirem de modo significativo o impacto ambiental. Simultaneamente, essa nova tecnologia atende todos os requisitos de desempenho de proteção contra a corrosão de substratos metálicos pintados.

A camada formada pelo pré-tratamento nanocerâmico é muito mais fina do que as de tecnologias mais antigas. Os subprodutos formados por esse novo método de reação de conversão de ferrugem não contém zinco, níquel, manganês ou fosfatos.

Isto por que o pré-tratamento nanocerâmico é baseado em produtos químicos de zircônio, que não é considerado um metal pesado ou nocivo à saúde..

Todos esses benefícios combinados trazem significativos cortes de custos aos fabricantes de peças metálicas que queiram substituir seu processo de pré-tratamento por outro menos nocivo e mais simples.

O pré-tratamento nanocerâmico, também, requer etapas. Em geral, o processo tem cinco estágios: dois químicos e três banhos em água. Essa possibilidade representa uma redução de 10 a 30% na pegada ambiental da planta industrial, trazendo maior sustentabilidade ao processo quando comparados com os sistemas de fosfatização.

De modo semelhante, pode ocorrer a redução no uso da água ao longo do processo, já que a menor quantidade de etapas pode indicar maior facilidade no controle do processo. Além disso, o efluente produzido no processo de aplicação do pré-tratamento nanocerâmico não requer tratamento especial, como ocorre para  fosfatização. Isto é, pode ser reutilizado em nova aplicação de pré-tratamento.

Assim, o pré-tratamento nanocerâmico é uma nova tecnologia de aplicação de camadas protetivas, especialmente em superfícies metálicas. Por não ter em sua composição metais considerados tóxicos e sua aplicação ser mais simples do que a fosfatização, não contamina a água, que pode ser reutilizada.

Essa técnica, também, atende os requisitos de desempenho contra a corrosão, podendo substituir os processos convencionais ao mesmo tempo em que é capaz de cortar custos.

Quer saber quais outros tratamentos de superfície existem? Então leia nosso artigo no blog e saiba o que é e quando se deve fazer a proteção temporária de peças. Agradecemos sua confiança!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *